Reconstrução do Museu Nacional avança
Após a recuperação das fachadas e coberturas de três blocos e do início do restauro de ambientes internos, as obras chegaram ao setor posterior do Paço de São Cristóvão: o bloco 4

Uma área de 4.100 metros quadrados é o principal foco dos trabalhos de restauração do Museu Nacional/UFRJ neste momento. O bloco 4, situado na parte posterior do Paço de São Cristóvão, está recebendo serviços deregeneração de alvenarias internas, reforço estrutural de vãos, recuperação da platibanda e de elementos decorativos, restauração de elementos metálicos, produção e montagem de novas esquadrias, restauro de fachadas e execução de laje de cobertura.
Construído no início do século XIX, esse bloco do palácio chegou a abrigar uma capela da família real portuguesa, passou por reformas e ampliações para receber novas alas e serviços ao longo de todo o período imperial. Após 1892, já como parte do Museu Nacional, o setor sofreu grandes alterações internas para abrigar laboratórios e reservas técnicas.

A base e as fundações da capela foram reveladas neste processo de reconstrução do palácio e poderão ser apreciadas pelos visitantes, pois foram incorporadas ao novo projeto museográfico. Todo o bloco 4 vai abrigar conteúdo das futuras exposições de longa duração. Em alguns ambientes, pés-direitos duplo e triplo vão favorecer a exibição de acervos de grande porte.

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SOBRE O PROJETO
A reconstrução do Museu Nacional/UFRJ é liderada pelo Projeto Museu Nacional Vive, resultado de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e o Instituto Cultural Vale.
A iniciativa é viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal. Conta com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); patrocínio platina da Vale e do Bradesco; patrocínio prata do Itaú; patrocínio bronze da Axia Energia e da Cosan; apoio do J.P. Morgan, da Laranjinha Itaú e da Shell. O Congresso Nacional, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) também são parceiros.