Exposições temporárias convidam para reencontro com o Museu Nacional/UFRJ
O Museu Nacional/UFRJ e os parceiros do Projeto Museu Nacional Vive (PMNV) – cooperação técnica entre UFRJ, UNESCO e Instituto Cultural Vale – abrem novamente as portas do Paço de São Cristóvão para uma programação especial. De 21 de junho a 30 de agosto, o público poderá visitar duas exposições inéditas distribuídas em seis salas do edifício histórico em reconstrução.
Desenvolvida pelas equipes do Museu e do PMNV, “Bastidores da Ciência” revela a potência criativa e científica da instituição ao apresentar técnicas, processos e práticas que, além do rigor científico, carregam forte dimensão estética. Da restauração à paleoarte, da modelagem digital à taxidermia, das ilustrações científicas às sofisticadas técnicas de conservação de acervos, a exposição lança luz sobre profissões, conhecimentos e modos de fazer que marcam o cotidiano de um museu de ciências.

Instrumentos musicais produzidos pelo luthier Davi Lopes a partir de madeiras resgatadas do incêndio no Museu também são destaques. “Não coloquei meus olhos na destruição e sim na renovação. Estou honrado de fazer parte da reconstrução nosso Museu”, comenta Davi. Achados arqueológicos e ornamentos históricos restaurados; e um conjunto de acervos científicos doados pelo Museu Sueco de História Natural, apresentado em uma vitrine que celebra o bicentenário das relações Brasil–Suécia.
Já “Rescaldo das Memórias” é uma mostra individual do artista Vik Muniz, composta por fotografias e esculturas desenvolvidas a partir de cinzas e fragmentos de peças resgatadas do palácio. Instalada na sala onde o incêndio de 2018 teve início e na qual é possível observar vigas de aço retorcidas pelo fogo, a exposição propõe reflexões sobre perda, memória e reconstrução, ao mesmo tempo em que reafirma a permanência do Museu e sua capacidade de reinvenção.

O Diretor do Museu Nacional/UFRJ, Ronaldo Fernandes, destaca que “juntas, as mostras reafirmam a vitalidade da instituição, unindo arte, ciência e inovação, para aproximar o público de sua história e de seu futuro”. Segundo Lucia Basto, Gerente Executiva do Projeto Museu Nacional Vive, “esta é mais uma oportunidade para acompanhar de perto a reconstrução do Museu e viver novas experiências neste palácio em transformação, que reafirma sua função social ao promover encontros entre ciência e arte”.
De acordo com Vik Muniz, “ao transformar resíduos em patrimônio artístico, proponho uma reflexão sobre o poder da memória, da imaginação e da reconstrução coletiva. Não se trata apenas do que foi perdido. Trata, sobretudo, do que permanece. E daquilo que pode renascer”, destaca o artista.
SERVIÇO
EXPOSIÇÕES TEMPORÁRIAS NO MUSEU NACIONAL/UFRJ 2026
“Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias”
De 21 de junho a 30 de agosto | Terça a domingo, das 10h às 16h
Entrada gratuita, com retirada de ingressos pela Sympla.
> Ingressos para as sessões de cada semana estarão disponíveis a partir das 13h das segundas-feiras
> O acesso no domingo (21/06) será livre, a partir das 9h, sem necessidade de retirada de ingressos.
> Visitas em LIBRAS com tradução para o português aos sábados, das 13h às 15h, a partir de 27/06.
> Visitas de pessoas com deficiência mental/intelectual e/ou transtornos do neurodesenvolvimento em horários exclusivos: sempre às sextas-feiras e aos domingos, das 9h às 10h, a partir de 26/6. Esses públicos são bem-vindos em qualquer outro dia e horário.
> Agendamento de grupos escolares e de projetos sociais: e-mail para [email protected]
Realização
A programação especial é desenvolvida pelo Projeto Museu Nacional Vive, resultado de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e o Instituto Cultural Vale. A iniciativa é viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal. Conta com o apoio financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); patrocínio platina da Vale e do Bradesco; patrocínio prata do Itaú; patrocínio bronze da Axia Energia e da Cosan; apoio do J.P. Morgan, da Laranjinha Itaú e da Shell. O Congresso Nacional, o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) também são parceiros. A exposição “Rescaldo das Memórias” conta com o patrocínio da CAIXA, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério da Cultura, Governo Federal.
PROGRAMAÇÃO ESPECIAL REFLETE AVANÇOS NA RECONSTRUÇÃO DO MUSEU
As obras e os serviços de reconstrução da sede do Museu Nacional/UFRJ concentram-se atualmente na parte posterior do palácio (bloco 4), permitindo a realização de eventos abertos ao público na área frontal do edifício histórico. De acordo com Roberto Medronho, reitor da UFRJ, “estas exposições mostram que o Museu Nacional está mais vivo do que nunca; e que seu corpo social aprimora cada vez mais sua nobre missão de produzir ciência, preservar acervos, formar pessoas e compartilhar conhecimento com a sociedade, articulando pesquisa, ensino, memória, cultura e educação científica”.
A Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto, destaca que “a UNESCO tem a satisfação de, desde 2018, ser parceira da reconstrução do Museu Nacional. Hoje, vemos como os projetos e as intervenções já realizados estão devolvendo gradativamente o Museu à sociedade, com instalações renovadas e um extremo respeito ao patrimônio e à história da instituição. As duas exposições inéditas, ‘Bastidores da ciência’ e ‘Rescaldo das memórias’ – esta última do artista Vik Muniz, Embaixador da Boa Vontade da UNESCO – traduzem esse respeito e o empenho de todos os parceiros. A UNESCO reafirma seu compromisso com o Museu Nacional, uma instituição de referência mundial nas ciências humanas e naturais, e com todos os parceiros do Projeto Museu Nacional Vive, em favor da cultura, da educação e da preservação do patrimônio brasileiro”.
Para a Diretora de Investimento Social Privado e Cultura da Vale, Mariana Luz, “com exposições inovadoras, que ressignificam seu acervo e sua trajetória, o Museu Nacional mantém viva sua relação com o público e reforça sua atuação como uma das mais importantes instituições culturais, educativas e científicas do país e do mundo. É uma iniciativa que reafirma o compromisso de todos os parceiros para a reconstrução deste Museu tão emblemático”.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca que “o BNDES é responsável por 50% do restauro do patrimônio histórico nacional. A reconstrução do Museu Nacional, que já contou com 100 milhões do banco, é parte desse compromisso da instituição e do governo do presidente Lula, com a preservação da cultura e da história do povo brasileiro”.