Museu Nacional Vive

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Luzia e Berthasaura em Madureira

Projeto Museu Nacional Vive e Prefeitura do Rio apresentam exposição inédita para celebrar os 409 anos do bairro

História, ciência e entretenimento. Será com esses ingredientes que Madureira, tradicional bairro da Zona Norte carioca, vai comemorar 409 anos na próxima terça-feira (24/05). O Parque Madureira Mestre Monarco será o palco da exposição inédita “Luzia e Berthasaura em Madureira”, que apresentará a réplica do crânio de Luzia – o remanescente humano mais antigo das Américas -, além do fóssil do Berthasaura leopoldinae, encontrado no Paraná em 2021. Essa é a primeira vez que as peças poderão ser vistas pelo público fora do ambiente de museu.

A mostra tem início no dia 24, às 10h (para convidados), incluindo ainda a réplica da reconstrução de Luzia, e ficará aberta ao público de 25 de maio a a 7 de setembro, sempre de terça a sábado, das 10h às 18h. A exposição é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Cultura (SMC) – via programa Zonas de Cultura – e o projeto Museu Nacional Vive – cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e o Instituto Cultural Vale.

E a comemoração não ficará restrita à ciência. Também no dia 24, no Parque Madureira, haverá apresentação da Nova Orquestra, a partir das 10h, que conta com o patrocínio do Instituto Cultural Vale, apresentando um concerto pensado para homenagear o bairro. No fim de semana a  festa segue. No dia 28, começa um viradão cultural, das 14h às 6h (do dia seguinte).

Para abrigar Luzia e o dinossauro, dois contêineres de 14 metros quadrados cada serão instalados em frente à Arena Carioca Fernando Torres, no Parque Madureira (portão 4). Um totem com conteúdo audiovisual, além de painéis ilustrativos, completam a mostra.

Madureira é o primeiro bairro do Zonas de Cultura, programa inédito da Secretaria de Cultura que vai injetar R$ 1,5 milhão este ano, em ações culturais locais e na criação de um calendário anual, além de capacitação de mães empreendedoras e muito mais.

Luzia: uma mulher com mais de 11.500 anos

Datado de mais de 11 mil anos, o crânio de Luzia é uma das peças que ficou sob os escombros do Museu Nacional/UFRJ, destruído por um incêndio em 2018. O remanescente humano foi encontrado em Pedro Leopoldo, região metropolitana de Belo Horizonte (MG), onde um projeto prevê instalar a unidade a aproximadamente 900m do sítio arqueológico da Lapa Vermelha.

A reconstituição facial da Luiza estará em exposição, juntamente com uma réplica de seu crânio recentemente produzida pelo Laboratório de Processamento de Imagens Digitais (LAPID MN).

Luzia teria por volta de 25 anos de idade, e seu nome foi uma homenagem ao achado de um outro esqueleto conhecido como Lucy, que teria vivido há 3.2 milhões de anos na atual Etiópia, na África.

Ela foi encontrada durante uma campanha de escavação arqueológica Franco-Brasileira, na década de 1970, liderada por Annette Laming- Emperaire. Luzia teria vivido há 11.500 anos, gatilho para uma pergunta: o que o seu achado poderia nos contar sobre esse passado tão distante do que hoje conhecemos como Brasil?

Berthasaura leopoldinae: um dinossauro muito raro

O novo dinossauro foi batizado Berthasaura leopoldinae, homenageando duas mulheres fantásticas: Bertha Lutz (1894-1976), uma pesquisadora do Museu Nacional/UFRJ que atuou muito em defesa dos direitos políticos das mulheres, e a Imperatriz Maria Leopoldina (1797-1826), uma grande incentivadora das ciências naturais e uma das incentivadoras da independência do Brasil, que completará 200 anos em setembro. Além disso, é uma homenagem à escola de samba Imperatriz Leopoldinense.

Detalhe do crânio (réplica da Berthasaura produzida pelo paleoartista Maurilio Oliveira)

Peças expostas em Madureira

  1. Réplica do crânio da Luzia: 20cm de altura por 15cm de largura e 15cm de profundidade;
  2. Réplica da reconstrução da Luzia: 23cm de altura por 17,5cm de largura e 23cm de profundidade;
  3. Réplica do Berthasaura leopoldinae em vida: 71cm de largura por 44cm de profundidade e 92cm de altura;
  4. Fóssil do Berthasaura leopoldinae
Fóssil da Berthasaura integra a exposição em Madureira

A experiência do público: Poderão circular 280 pessoas por dia, sendo 20 ao mesmo tempo, com duração de 30 minutos por grupo. “Luzia e Berthasaura em Madureira”. Arena Carioca Fernando Torres: Parque Madureira (portão 4). Exposição de 24 de maio (convidados) e 25 de maio (público) a 7 de setembro. Ter a sáb, das 10h às 18h. Grátis. Livre. Retirada de ingressos pelo Sympla.

VISITAS ESCOLARES

Escolas podem agendar visitas mediadas pela Seção de Assistência ao Ensino do Museu Nacional às terças-feiras (10h e 14h), quintas-feiras (10h e 14h) e aos sábados (2º e 4º de cada mês). A equipe educativa acolhe até 40 estudantes por horário. O agendamento das visitas pode ser realizado pelo e-mail zonasdecultura.rio@gmail.com ou pelo telefone (21) 99706.8102 (Marcus) ou formulário online.

Sobre o projeto Museu Nacional Vive

Em resposta ao enorme desafio de reconstrução do Museu Nacional, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Instituto Cultural Vale firmaram um acordo de cooperação técnica para implementação do projeto Museu Nacional Vive que, atualmente, conta com o patrocínio platina de BNDES, Bradesco e Vale; apoio do Ministério da Educação (MEC), Bancada Federal do Rio de Janeiro, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

PROJETO MUSEU NACIONAL VIVE