Museu Nacional Vive

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Mais de 116 mil pessoas visitaram a temporada de exposições 2026 no Museu Nacional

A Temporada de Exposições 2026 do Museu Nacional/UFRJ terminou no domingo, 25 de outubro, com 116.034 visitantes. O número confirma o interesse do público em acompanhar de perto a reconstrução da instituição bicentenária. As mostras gratuitas “Bastidores da Ciência” e “Rescaldo das Memórias” ocuparam seis salas do Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista. Pela primeira vez desde o incêndio de 2018, os visitantes puderam percorrer parte do palácio enquanto ele é investigado, restaurado e preparado para o futuro.

A procura foi tão grande que a temporada acabou prorrogada até 25 de outubro, depois de ultrapassar a marca de 100 mil visitantes ainda em agosto. Nesse período, o Museu também fez parte da Primavera dos Museus e da Semana de Arte do Rio de Janeiro.

Ciência, arte e arquitetura no mesmo percurso

“Bastidores da Ciência” foi desenvolvida pelas equipes do Museu e do Projeto Museu Nacional Vive. A mostra revelou o trabalho por trás de um museu de ciências: conservação e restauração, paleoarte, modelagem digital, taxidermia e ilustração científica. Entre os destaques estavam os instrumentos musicais criados pelo luthier Davi Lopes com madeiras resgatadas do incêndio, achados arqueológicos e ornamentos históricos restaurados. Uma vitrine reuniu acervos doados pelo Museu Sueco de História Natural, em celebração ao bicentenário das relações entre Brasil e Suécia.

“Rescaldo das Memórias” é a individual de Vik Muniz, com curadoria de Daniel Rangel. Ela ocupou a sala onde o fogo começou, com vigas de aço ainda retorcidas, e apresentou fotografias e esculturas feitas com cinzas e fragmentos de peças recuperadas do palácio.

O próprio edifício também fez parte da visita. O público viu de perto as pinturas e os capitéis dourados redescobertos na Sala do Bendegó, a nova claraboia do pátio da escadaria e as colunas duplas do século XIX que ficaram escondidas por mais de cem anos. Também puderam ver a Sala das Vigas, com o pé-direito triplo preservado, e as fundações das alcovas usadas pelos príncipes Pedro e Miguel no período joanino.

Programa educativo reuniu 522 participantes

As ações educativas tiveram 45 atividades em cinco formatos diferentes e somaram 522 participantes. As Conversas com especialistas foram as mais procuradas: 13 encontros com 183 pessoas, ou 35,1% do público educativo. Em seguida vieram as 21 Oficinas de arte-educação, com 161 participantes (30,8%), e as 8 Oficinas “Experiência de restauração”, com 151 (28,9%). A programação teve ainda uma palestra do curador Daniel Rangel, com 14 participantes, e duas Oficinas de zine, com 13.

A temporada também apostou na acessibilidade, com visitas em Libras aos sábados e horário exclusivo para pessoas com deficiência intelectual e/ou transtornos do neurodesenvolvimento. Escolas e projetos sociais puderam agendar visitas de grupo gratuitamente.

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