Museu Nacional Vive

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Monitoramento arqueológico do Paço de São Cristóvão

Arqueólogos encontram vestígios de diferentes momentos históricos. Projeto de monitoramento, prospecção e resgate arqueológico integra os esforços de restauração da sede do Museu Nacional/UFRJ

Em meio às obras de restauração das fachadas e coberturas do Palácio de São Cristóvão (sede do Museu Nacional/UFRJ), arqueólogos da Universidade Federal do Rio de Janeiro avançam também nas ações de monitoramento, prospecção e resgate arqueológico do sítio histórico.

Iniciada em maio de 2021, esta frente de trabalho busca revelar informações culturais relacionadas ao edifício, seus ocupantes em diferentes momentos da história e aqueles que ai trabalharam. Além de contribuir com o desenvolvimento do projeto de arquitetura e restauro do palácio, que está em curso no âmbito do projeto Museu Nacional Vive.

Escavações acontecem em diferentes pontos do palácio. Créditos: Felipe Cohen/Projeto MNV

Um conjunto de artefatos arqueológicos e de estruturas arquitetônicas de interesse já estão revelados. Entre eles, partes da estrutura de uma antiga capela, que foram encontradas em bom estado de preservação; vestígios de pisos e calçamentos que ligavam o pátio principal ao Jardim das Princesas; um antigo fogão e outros artefatos relacionados aocotidiano do palácio.

“Esses achados têm o potencial de expor a arqueologia do Museu ao futuro visitante,  permitindo tanto a exibição de estruturas arquitetônicas que estavam encobertas e que ajudam a contar a rica história do edifício que abrigou a Família Real e Imperial, quanto a recuperação de artefatos que contam a história das pessoas que viveram e trabalharam nas suas dependências”, destaca o professor Marcos André Torres de Souza (MN/UFRJ), que coordena as atividades.

Antigo piso ligava o Pátio do Chafariz ao Jardim das Princesas. Créditos: Felipe Cohen/Projeto MNV

A abordagem arqueológica definida pelo projeto é baseada no conceito de vida diária, com a intenção de revelar novas informações sobre o cotidiano dos diferentes grupos sociais que viveram e trabalharam no local. “As escavações permitem revelar os processos de transformação no edifício e os artefatos descartados. Dessa forma, é possível desvendar e incorporar novos entendimentos sobre o nosso passado”, complementa o professor.

Arqueólogos da UFRJ e estudantes estão envolvidos com o monitoramento, prospecção e resgate arqueológico no Paço de São Cristóvão. As atividades são permanentes e continuarão sendo desenvolvidas em sintonia com a coordenação do Projeto Museu Nacional Vive, arquitetos, projetistas e o Comitê Curatorial para as futuras exposições do Museu.

Fragmento de porcelana é um dos achados até o momento. Créditos: Felipe Cohen/Projeto MNV

1ª Semana de Arqueologia do Museu Nacional/UFRJ

De 18 a 21 de outubro, acontece a 1ª Semana de Arqueologia Histórica do Museu Nacional/UFRJ. Além de mesas-redondas e divulgações de pesquisas científicas, a programação vai ofertar ao público a oportunidade de conhecer melhor o projeto de monitoramento e resgate arqueológico no Palácio de São Cristóvão. Um estande com paineis informativos, fotografias e uma experiência de realidade aumentada para possibilitar a visualização de imagens tridimensionais estará acessível ao público previamente inscrito no evento. Confira a programação completa AQUI.

PROJETO MUSEU NACIONAL VIVE