Museu Nacional Vive

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Projeto lança mini-doc sobre restauração do Museu

Está no ar o nosso primeiro mini documentário sobre a restauração de elementos históricos e artísticos que resistem no Museu Nacional/UFRJ. Pisos, tronos, guirlandas, pinturas murais, ornamentos de salas e jardins históricos são alguns dos elementos que estão sendo protegidos. Os trabalhos seguem até o próximo mês de julho. Em breve, a gente compartilha mais novidades sobre os avanços deste serviço essencial à reconstrução do nosso Museu! Confira:

SAIBA MAIS

Diversos elementos ornamentais e artísticos do Jardim das Princesas e do Paço de São Cristóvão, sede do Museu Nacional, resistem. Com o objetivo de higienizá-los e prepará-los para a fase de obras nas fachadas e coberturas do palácio, o Projeto Museu Nacional Vive deu início em abril de 2021 à conservação e à proteção desses bens integrados.

Ornamentos de salas históricas do Paço, como a Sala do Trono; a escadaria monumental de mármore; e o famoso meteorito Bendegó são alguns dos elementos que receberão os serviços nesta etapa, além de pisos e pinturas murais. As intervenções reafirmam o compromisso do Projeto Museu Nacional Vive de respeitar e preservar a história do edifício-monumento, um patrimônio do Brasil tombado pelo IPHAN.

O trabalho, que segue até o mês de julho de 2021, vai alcançar ainda as fontes de gnaisse e guirlandas em alto-relevo; bancos e tronos; mosaicos de conchas e fragmentos de louças do Jardim das Princesas. De grande valor histórico, acredita-se que foi a imperatriz Teresa Cristina, por ser italiana, que introduziu a técnica românica do embrechamento nos bens integrados do Jardim, a qual consiste em incrustar conchas e cacos de louças sobre a argamassa fresca. A técnica teria sido repassada às suas filhas, que adornaram a fonte, os tronos, os bancos e as guirlandas existentes. Um dos tronos, inclusive, possui a data de aniversário de seis anos da Princesa Isabel: 29 de Julho de 1852.

A Construtora Biapó, vencedora de uma licitação específica para o desenvolvimento desta obra, atua desde 1994 na área de restauração de patrimônio histórico e acumula experiências muito bem-sucedidas. Entre elas, a obra de conservação da Igreja da Pampulha (Belo Horizonte – MG), projetada por Oscar Niemeyer, com painéis de azulejo de Cândido Portinari; e a restauração das fachadas principais do bloco histórico do Paço de São Cristóvão em 2008, momento em que a cor amarela do período imperial foi resgatada. A empresa também se caracteriza por promover atividades educativas e socioculturais combinadas com as ações de restauro, envolvendo as comunidades mais próximas.

SOBRE O PROJETO MUSEU NACIONAL VIVE

Em resposta ao enorme desafio de reconstrução do Museu Nacional, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e o Instituto Cultural Vale firmaram um acordo de cooperação técnica para implementação do Projeto Museu Nacional Vive que, atualmente, conta com o patrocínio platina do BNDES, Bradesco e Vale; apoio do Ministério da Educação (MEC), Bancada Federal do Rio de Janeiro, Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e do Governo Federal, por meio da Lei de Incentivo à Cultura.

PROJETO MUSEU NACIONAL VIVE