Museu Nacional Vive

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Fachada principal do Museu Nacional está restaurada

Conquista acontece em meio às celebrações do Bicentenário da independência

Neste 02 de setembro, mais um momento marcante na história do país ocorre no Palácio de São Cristóvão, sede no Museu Nacional/UFRJ. Sua fachada principal está inteiramente restaurada, pronta para as comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil.

O edifício-monumento onde residia a família real portuguesa naquele 07 de setembro de 1822, passa hoje por uma grande obra de restauração coordenada pelo Projeto Museu Nacional Vivecooperação entre Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e Instituto Cultural Vale, que conta com apoio financeiro do BNDES e patrocínio platina do Bradesco e Vale.

Fachada principal do Paço de São Cristóvão restaurada. Foto: Felipe Cohen/Projeto MNV

Para celebrar este momento com toda a sociedade, o Projeto realiza a partir deste sábado, 03/09, a programação #MuseuNacionalVive no Bicentenário, com exposições temporárias, atividades educativas e apresentações culturais gratuitas. Entre os destaques, uma mostra de acervos da coleção de mineralogia do Museu, que está ocupando o hall de entrada do palácio (sala do meteorito Bendegó). Pela primeira vez após o incêndio de 2018, o público está convidado a se aproximar do prédio e a observar – de suas portas centrais – um conjunto diverso de minerais resgatados e novos itens recentemente adquiridos.

Coletiva de imprensa anunciou detalhes da restauração da fachada e a programação do evento #MuseuNacionalVive no Bicentenário. Da esquerda para a direita: Mariângela Menezes (presidente da SAMN), Bruno Aranha (Diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES), Alexander Kellner, (Diretor do MN), Denise Pires de Carvalho (Reitora da UFRJ), Marlova Noleto (Diretora e Representante da UNESCO no Brasil) e Flavia Constant (Diretora Executiva do Instituto Cultural Vale) | Foto de Fábio Caffé.

“É emblemático e emocionante recebermos o público com atividades gratuitas, já podendo contemplar a fachada principal deste palácio, com sua imensurável relevância para a história do nosso país. É ainda um forte sinal de que estamos no rumo certo desta grandiosa reconstrução e de que vamos, com muito trabalho, parceria e coragem, devolver à sociedade este que é o primeiro museu e também a primeira instituição científica brasileira”, comemora a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho.

Iniciada em novembro de 2021, após a proteção dos elementos artísticos e históricos que sobreviveram ao incêndio, a obra de restauração das fachadas e coberturas do Palácio está seguindo as recomendações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), bem como as melhores práticas de conservação.

“Estamos vivendo um momento histórico. Podermos, no bicentenário da Independência, entregar uma pequena parte do Museu Nacional, esse patrimônio do Brasil, paisagem afetiva e cartão-postal do Rio de Janeiro. E isso depois de apenas quatro anos da maior tragédia no cenário cultural brasileiro. O amarelo ocre da fachada e o verde das portas são as mesmas cores do período imperial, ressaltando o compromisso do Projeto em preservar a identidade e a trajetória arquitetônica do palácio”, afirma o Diretor do Museu Nacional/UFRJ, Alexander Kellner.

Para restaurar a fachada frontal, em torno de 150 profissionais (mão de obra direta) atuaram em diversas frentes de trabalho nos últimos dez meses. Foi necessário consolidar alvenarias, restaurar esquadrias, ferragens, gradis, produzir 100 novas esquadrias, mantendo como referência as formas originais que existiam até setembro de 2018.

Comunidade interna da UFRJ e parceiros do Projeto celebraram a entrega da fachada e a abertura das exposições. Foto de Moisés Pimentel/UFRJ

A reconstrução dos telhados deste bloco histórico está em andamento. Todas as lajes de cobertura estão concretadas e impermeabilizadas; e 50% da estrutura metálica e dos caibros já foram instalados. Serviços para melhoria do sistema de captação de águas pluviais e a execução do sistema de proteção contra descargas atmosféricas seguem em curso. Do total de atividades contratadas para restaurar fachadas, coberturas e esquadrias do bloco histórico do Palácio, 70% já foram executadas. Incluindo ações de maior complexidade, como reforço metálico de vãos, consolidação de alvenarias internas e concretagem das lajes.

De acordo com a presidente da Associação Amigos do Museu Nacional (SAMN), Mariângela Menezes, “outra ação muito relevante já concluída é a restauração das esculturas centenárias de mármore de Carrara que ficavam no topo da fachada. O trabalho especializado resultou ainda na produção de trinta réplicas das estátuas, que já estão no coroamento do palácio, devolvendo a integralidade deste patrimônio à sociedade. Agora, as esculturas originais integram a coleção de peças históricas da instituição e, oito delas, já estão disponíveis para apreciação do público no Jardim Terraço da Quinta da Boa Vista, integrando a programação do #MuseuNacionalVive no Bicentenário”.

“Para a UNESCO, este é um momento marcante do projeto de recuperação do Museu Nacional, e que se torna ainda mais notável por estarmos no âmbito das celebrações do Bicentenário da Independência do Brasil. Os esforços de todos os parceiros para viabilizar este projeto são uma resposta concreta à sociedade brasileira e à comunidade internacional, que tanto anseiam pela devolução deste bem de valor histórico, patrimonial e cultural à cidade do Rio de Janeiro e ao Brasil. Em uma ação inédita, a exposição das esculturas no Jardim Terraço permitirá que seja apreciada a qualidade artística de um grupo estatuário que adornou o Palácio durante séculos, tornando notória a pesquisa iconográfica realizada em seu entorno. A exposição a céu aberto sobre o Projeto Museu Nacional Vive é outra ação que irá reaproximar o público do Museu, ao contar um pouco da história de sua reconstrução”, destaca a Diretora e Representante da UNESCO no Brasil, Marlova Noleto.

Réplicas das esculturas já estão na platibanda. Foto: Felipe Cohen/Projeto MNV

“Celebramos, juntos, esse marco histórico do Bicentenário da Independência e os avanços da reconstrução do Museu Nacional, com a entrega da fachada. Esse resultado é fruto de um intenso trabalho multidisciplinar, realizado em parceria e forte engajamento do Instituto Cultural Vale, junto com outras organizações da sociedade civil. Desejamos que esta seja uma grande festa popular, animada por projetos patrocinados por nós e outros parceiros, e também que públicos de todas as idades possam fazer novas descobertas, aprender e se divertir nas exposições”, comemora Hugo Barreto, diretor-presidente do Instituto Cultural Vale.

Planejamento e Sustentabilidade

Com orçamento total de R$ 23,6 milhões, a obra nas fachadas e coberturas do bloco histórico segue até fevereiro de 2023.

“O BNDES está totalmente comprometido com a reconstrução do Museu Nacional, um dos nossos mais importantes e simbólicos patrimônios culturais do país. Neste sentido, apoiamos inicialmente com recursos financeiros, de forma colaborativa com parceiros públicos e privados, o investimento de R$ 50 milhões para a necessária infraestrutura a ser resgatada. Mas também buscamos, dentro do Projeto Museu Nacional Vive, apresentar propostas para que o Museu possua sustentabilidade financeira, eficiência administrativa e consiga ampliar suas atividades de forma a promover a cultura, o conhecimento e a história do Brasil. Dentro dos trabalhos realizados, estamos auxiliando na estruturação do fundo patrimonial do Museu Nacional, destaca Bruno Aranha, diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES.

Além do constante acompanhamento de consultores especializados na preservação do patrimônio, todas as intervenções no palácio são analisadas e recebem orientações técnicas do Grupo de Trabalho de Gestão de Riscos, Ambiental, Conservação Preventiva e Restauro do Projeto Museu Nacional Vive. O GT agrega especialistas de instituições como o Centro Internacional de Estudos para a Conservação e Restauro de Bens Culturais (ICCROM), Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Universidade Federal de Minas Gerais (CECOR), Arquivo Nacional e Fiocruz.

Nos últimos dez meses de obras, dezenas de professores e estudantes universitários já tiveram a oportunidade de conhecer de perto os trabalhos de restauração, evidenciando o potencial que a reconstrução do Museu Nacional/UFRJ tem de contribuir também com a formação profissional e acadêmica dos brasileiros.

Confira a programação cultural e educativa do evento #MuseuNacionalVive no Bicentenário AQUI

PROJETO MUSEU NACIONAL VIVE